não digas nada
deixa-me olhar para ti
deixa-me ficar, assim, só tu
e eu, a mergulhar naquilo
que me fazes sentir, assim,
por ti, por mim e pelo nós
que não é
não digas nada
deixa-me sentir
nas asas que me deixam voar
num sonho que não quero acabar
gostava de saber, poder
fazer(-te) ver
aquilo que eu mais
gostava de ser
não digas nada
saboreio-te à medida
que arranco as páginas
do livro que em ti vou lendo,
duma história…
que tenho medo de escrever
duarte costa
11 de março de 2008